Espaço de sessão originalmente esperado para acalmar, com apenas o CPI da zona do euro na agenda, mas o dia acabou sendo movimentado. O rendimento de 30 anos do Reino Unido disparou para um novo pico de ciclo, atingindo o nível mais alto desde 1998. Esse choque gerou uma onda de busca por proteção de risco, com quedas nos índices acionários.
Fortalecimento do dólar: O dólar subiu frente a várias moedas, com a libra também sob pressão frente aos juros mais altos. A alta nos rendimentos dos EUA pode ter contribuído para esse movimento, ajudando o dólar a manter o terreno.
Rendimentos longos sobem globalmente: Esse movimento de rendimentos de longo prazo tem sido observado ao redor do mundo, à medida que os investidores evitam títulos de prazo mais longo por conta de gastos públicos elevados e bancos centrais com tom mais dovish.
Dados da zona do euro: O flash CPI da zona do euro superou um pouco as expectativas, mas o resultado geral não alterou significativamente a precificação de mercado. Ainda assim, reforça a ideia de que o BCE não precisa abrir espaço para mais cortes de juros.
Comentários do BCE: A liderança do BCE manteve o tom cauteloso. Uma responsável indicou que não há motivo para cortes adicionais e que aumentos de juros podem ocorrer mais cedo do que muitos esperavam.
Japão e política externa: No cenário global, observou-se atenção contínua às políticas de várias economias, enquanto o foco permanece no impacto de tarifas e medidas de estímulo.
Prévia norte-americana: Na sessão americana, o ISM de manufatura está no radar, com o PMI recente indicando força na atividade econômica e pressões inflacionárias. O mercado espera um ISM em torno de 49,0, frente a 48,0 anterior.
Próximo grande evento: O principal evento da semana continua sendo o relatório de empregos (NFP). O sentimento de mercado até a divulgação deve estar moldado pelos dados do ISM e do ADP.