Resumo: A Hungria enfrenta uma recalibragem de prioridades macro diante da guerra no Irã, com o banco central mantendo as taxas por ora; possibilidade de novo corte depende de petróleo e de sinais eleitorais.
Mercado e política monetária na Hungria
Analistas apontam que, apesar da inflação baixa e do corte inicial de 25 pb em fevereiro, o conflito externo alterou prioridades, levando os mercados a esperarem que o Magyar Nemzeti Bank (MNB) mantenha as taxas hoje. Há espaço para o próximo corte no próximo mês se o petróleo recuar, mas riscos eleitorais e um euro mais fraco podem pressionar o forint no curto prazo.
Mercados, como em outras economias, concentram-se menos em quando virá o próximo corte e mais em se os bancos centrais europeus vão subir as taxas neste ano. O MNB não está com pressa de reduzir as taxas adicionais.
Outros fatores relevantes para o HUF nas próximas semanas incluem a reação a um euro mais fraco — que tende a prejudicar o forint — e as eleições na Hungria, que podem influenciar o caminho da moeda. Existe a possibilidade de o HUF se recuperar após as eleições, caso surja expectativa de liberação de fundos da UE. No entanto, a campanha tem trazido táticas cada vez mais ásperas, aumentando o risco para a moeda.


