Sindicato japonês de metalúrgicos busca aumentos salariais maiores, fortalecendo expectativas de alta da taxa do BOJ

Mercado e negociações salariais

O movimento salarial no Japão deve continuar no próximo ano, com um dos sindicatos mais influentes do país preparando-se para exigir aumentos que superem os ganhos recordes deste ano.

Para relembrar, informações divulgadas na tarde de quinta-feira.

O Sindicato Nacional dos Metalúrgicos do Japão (JCM) afirmou que buscará um aumento de base mensal mínimo de ¥12.000 nas negociações primaveris, igualando o pedido inicial do ano passado, que terminou com um aumento de ¥10.169 — o maior desde que o grupo passou a definir metas em 1998.

O presidente do JCM, Akihiro Kaneko, disse que a iniciativa demonstra determinação de restaurar o crescimento real dos salários entre os trabalhadores e reduzir a diferença entre grandes empresas e médias/pequenas firmas. A posição do JCM espelha a do Rengo, a maior federação trabalhista do país, que no mês passado confirmou também buscar aumentos de cinco por cento ou mais, meta que sustentou os reajustes fortes deste ano. O JCM representa cerca de dois milhões de trabalhadores de grandes empregadores como Toyota, Panasonic e Nippon Steel.

Impacto no BoJ e nos mercados

O resultado dessas negociações, ainda no início de 2026, tem peso significativo para os mercados financeiros. O governador do Banco do Japão, Kazuo Ueda, tem reiterado a necessidade de sinais claros de que os ganhos salariais estão se tornando autossustentáveis antes da reunião de política em 19 de dezembro, momento-chave para avaliar se a inflação puxada pela demanda justifica um aperto monetário.