O maior sindicato trabalhista do Japão, a Rengo, informou nesta quinta-feira que pretende exigir um reajuste salarial mínimo de 5% nas negociações de primavera de 2026, mantendo a meta de 2025 para sustentar o impulso contra a inflação que permanece alta.
Objetivos salariais
A Confederação dos Sindicatos do Japão busca um aumento salarial total de 5% ou mais, incluindo um reajuste da base de 3% ou mais. O objetivo é alcançar um ganho real de 1% no salário, alinhado às metas do governo.
Foco nas PMEs
Um ponto central das negociações de 2026 será reduzir a diferença entre salários em grandes empresas e pequenas e médias empresas. A Rengo incentiva sindicatos em PMEs, que respondem por cerca de 70% da força de trabalho, a reivindicar 6% ou mais.
Salário mínimo
A confederação também afirmou que buscará um salário mínimo por hora de 1.300 ienes ou mais, um aumento de 50 ienes em relação ao pedido deste ano.
Histórico recente e impacto
Essa estratégia se ancora em ganhos recentes significativos. Segundo o balanço final das negociações de 2025, as empresas japonesas aceitaram um aumento médio de 5,25% nos salários, marcando o segundo ano seguido com alta acima de 5%.
Perspectivas econômicas
Essa exigência firme pressiona fortemente o Banco do Japão. O mercado vê essa demanda como um motor-chave da inflação doméstica, elevando a probabilidade de novas altas de juros em 2026. O cenário é otimista para o iene, mas pode criar sinais mistos para o Nikkei, já que investidores devem equilibrar consumo mais robusto e margens corporativas pressionadas por custos de financiamento mais elevados.