É a primeira sexta-feira do mês, e isso costuma mexer os mercados por conta do relatório de empregos não agrícolas, ainda que hoje ele não saia por causa do shutdown do governo.
Trata-se de um fenômeno tipicamente americano e, francamente, absurdo, com políticos de ambos os lados insistindo na prudência fiscal enquanto ampliam o déficit. O presidente mencionou, recentemente, possíveis restituições de tarifas para contribuintes e já sinalizou apoio aos agricultores—tudo com dinheiro que deveria ser usado para reduzir o déficit.
O consenso para empregos não agrícolas fica em cerca de 50 mil, e já se observa que isso pode ser suficiente para manter a taxa de desemprego estável, diante de mudanças na imigração e na demografia. Ainda assim, esse número é mais uma arte do que ciência, e o dado que vale acompanhar é a taxa de desemprego, projetada em cerca de 4,3%.
A boa notícia é que o relatório ISM de serviços continua marcando presença, com divulgação às 10h, horário de Brasília. O componente de empregos dessa pesquisa costuma correlacionar com o crescimento de vagas, embora essa relação tenha ficado menos estável desde a pandemia.
Boa sexta-feira.