Prévia ECB/NFP: Morgan Stanley vê euro subir se BCE evitar resistência a alta de taxas, 1,30 no longo prazo

Resumo rápido

O euro pode ganhar fôlego no curto prazo se Christine Lagarde não reagir com firmeza às expectativas de altas de juros durante a reunião desta semana. Em relatório, estrategistas de câmbio do banco destacaram que a ausência de resistência clara de dirigentes do BCE às recentes especulações de altas de juros aumentou o risco em torno da reunião de quinta-feira.

Caso Lagarde não se posicione fortemente contra as perspectivas de elevação, o euro pode se fortalecer ainda mais, principalmente se a comunicação do BCE coincidir com dados fracos de emprego nos EUA. Um dado de emprego norte-americano mais fraco reforçaria a expectativa de mais afrouxamento por parte do Federal Reserve, pressionando o dólar para baixo.

Do ponto de vista técnico, há espaço para o euro superar resistências importantes. Um rompimento sustentado acima de 1,1920 facilitaria chegar a 1,20, patamar não visto desde o início da recuperação pós-pandemia. Um dólar mais fraco poderia ampliar o rali, mesmo que o BCE reduza as taxas mais adiante no ciclo.

No médio prazo, a visão geral do Morgan Stanley permanece mais otimista para o euro. O banco não assume o BCE em pausa como cenário-base e continua prevendo cortes de 50 pontos-base, ainda que o aperto possa acontecer se condições globais favorecerem o euro.

Em cenário mais otimista, mudanças nas expectativas de juros nos EUA, redução do prêmio de risco do dólar e uma dinâmica de crescimento europeu estável poderiam empurrar o euro para perto de 1,30 ao longo do tempo. Esse resultado depende de dólar fraco sustentado e fatores globais favoráveis, com riscos de downside cada vez menores.

Dados de emprego dos EUA (NFP de outubro) devem sair hoje às 13h30 GMT. A divulgação da política do BCE está prevista para quinta-feira: comunicação às 13h15 GMT, seguida pela fala de Lagarde cerca de 30 minutos depois.

Observação final: os mercados estarão atentos aos próximos passos do BCE e aos impactos possíveis na taxa de câmbio.