A equipe de analistas da ING aponta que o aumento dos preços do petróleo e interrupções na oferta pioram o crescimento, a inflação e os balanços externos das Filipinas. O relatório destaca uma maior probabilidade de que o Banco Central das Filipinas (BSP) eleve a taxa conforme a inflação ultrapassa a meta, mas enfatiza que aperto monetário por si só dificilmente mudará a trajetória do peso frente ao dólar nos próximos meses.
O choque do petróleo impulsiona a inflação e o dilema da política
O choque do petróleo obrigou as Filipinas a declarar estado de emergência nacional, à medida que falta de petróleo e aumento nos preços nos combustíveis elevam os riscos para o crescimento. Reduzimos nossa projeção de expansão. Embora a inflação deva exceder a meta, as probabilidades de alta da taxa sobem, mas o aperto monetário isolado tende a não alterar significativamente a trajetória do peso.
Com o Brent em alta, a inflação, medida pelo CPI, provavelmente ultrapassará o teto de 4% já em março, o que aumenta a chance de um aumento da taxa já em abril.
Considerando esse cenário de crescimento mais fraco e a possibilidade de o conflito em curso arrefecer em breve, nossa premissa base é que o BSP mantenha a política em abril.
No entanto, se os preços do petróleo permanecerem acima de US$ 100 por barril em um cenário de guerra prolongada, e com sinais limitados de desescalada, o BSP pode ser compelido a considerar elevar as taxas já em abril.
Essa deterioração aumenta os riscos de depreciação do peso filipino. A orientação recente do BSP — de não defender um nível cambial específico e de manter a intervenção no mercado de câmbio contida — sugere resistência limitada a novas fraquezas da moeda.
- Resumo: choque do petróleo eleva inflação e pressiona políticas monetárias;
- Riscos cambiais: depreciação adicional do peso;
- Guidance do BSP: intervenção contida e foco na estabilidade geral.


