Ouro como proteção e âncora de carteira
Os analistas do BofA destacam que a demanda por ouro cresceu a ponto de superar as posições do Tesouro, reforçando o papel do metal como proteção contra inflação e como âncora de portfólio. Mesmo assim, alertam que o sentimento está aquecido, deixando o metal vulnerável a mudanças na política do Fed ou às expectativas do mercado.
O catalisador imediato
O gatilho é a decisão do FOMC desta semana. A equipe liderada por Claudio Irigoyen projeta um corte de juros na quarta-feira, seguido de uma pausa até dezembro. Powell já sinalizou necessidade de flexibilizar em agosto, e dados de emprego mais fracos e inflação mais suave reforçaram esse argumento.
O caminho adiante
Os traders esperam, em grande parte, uma redução de juros — a primeira desde o fim do ciclo de alta do Fed — mas o caminho não é simples. A inflação, medida pelo PCE, deve permanecer acima de 3% no primeiro semestre do próximo ano, bem acima da meta de 2%, o que pode limitar a velocidade e o tamanho dos cortes.
Riscos e perspectivas
Apesar de um eventual recuo de política, o ouro continua visto como proteção contra inflação persistente e erros de política. No médio prazo, o ouro ainda manteria o objetivo de US$4.000, mesmo com a possibilidade de volatilidade de curto prazo.