Economistas da ING, Peter Virovacz e Zoltán Homolya, observam que a inflação na Hungria em março de 2026 surpreendeu para baixo em relação às expectativas, porém ficou acima do piso de fevereiro. Eles destacam a dinâmica favorável do núcleo e dos serviços, porém ressaltam que preços de energia mais elevados e a volatilidade do forint mantêm riscos elevados. A ING projeta o IPC subindo para perto de 4,5% até o fim do ano, ficando levemente acima da meta de 3% do banco central.
Inflação contida, mas riscos persistem
A inflação em março de 2026 aumentou ligeiramente em relação ao ponto mais baixo de fevereiro, segundo dados da instituição estatística central da Hungria (KSH). Isso representa uma surpresa positiva, indicando que a inflação subiu menos do que o esperado devido ao conflito no Oriente Médio.
A taxa de inflação subjacente — ajustada por itens voláteis (incluindo mudanças nos preços da energia) — apresentou quadro mais favorável, caindo em relação ao mês anterior para moderar para 1,9% em termos anuais.
De acordo com nossa estimativa rápida, a inflação ano a ano pode subir para cerca de 3,0-3,5% até o fim do primeiro semestre e alcançar cerca de 4,5% ao fim do ano. A inflação pode ter começado a subir a partir de um piso de 10 anos, e, por ora, o ritmo de aceleração permanece moderado.
Portanto, estimamos que a inflação média de 2026 possa, em última análise, ficar próximo — mas ligeiramente acima — da meta de inflação de 3% do banco central.

