Analistas dizem que a maior parte dos aumentos tarifários depende de autorização legal que pode ser derrubada nos tribunais, mas o governo Trump deve migrar rapidamente para outras ferramentas para sustentar sua agenda protecionista.
Analistas apontam que tarifas criadas sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) respondem por cerca de 8 pontos percentuais do aumento de 11 pontos percentuais na taxa efetiva até agora neste ano. Caso os tribunais decidam contra a medida, a administração deve recorrer a outras bases legais.
Uma opção seria a Seção 122, que permite tarifas de até 15% por sete meses. Outra seria a Seção 301, mecanismo utilizado anteriormente contra a China em 2018–2019, que permitiria Washington substituir tarifas específicas por país hoje impostas sob a IEEPA. No entanto, iniciar investigações da Seção 301 com todos os parceiros comerciais seria trabalhoso e poderia deixar economias menores sem tarifas caso a Suprema Corte invalide as tarifas baseadas na IEEPA.
Nesse cenário, a administração poderia aumentar o uso de tarifas setoriais. Estimativas indicam que essas tarifas formariam a maior parte dos novos aumentos esperados nos próximos 18 meses, elevando a taxa de tarifa efetiva em cerca de 17 pontos percentuais em relação ao início deste ano.
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