Goldman Sachs prevê que a Suprema Corte deve restringir os poderes presidenciais de tarifas sob o IEEPA

Visão geral

De acordo com uma avaliação recente, equipes do Goldman Sachs indicam que a Suprema Corte dos EUA parece cada vez mais inclinada a restringir o uso de poderes de emergência para impor tarifas, após argumentos orais que mostraram ceticismo sobre a autoridade do governo sob o IEEPA.

Em nota aos clientes, a instituição destaca que as previsões de mercado diminuíram em cerca de 10 pontos percentuais a percepção de que as tarifas seriam mantidas. A decisão é esperada entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026.

Se a Corte derrubar as tarifas, estima-se que o governo levará meses para devolver entre US$ 115 bilhões e US$ 145 bilhões em impostos cobrados até então. Contudo, o governo provavelmente recorrerá a outras bases legais para reimpor tarifas semelhantes, o que manteria o impacto no comércio limitado.

Qualquer queda nas tarifas tende a afetar apenas parceiros comerciais menores, com mudanças modestas para grandes economias como China e União Europeia.

Mesmo com a decisão contrária à administração, a incerteza pode diminuir apenas marginalmente, pois autoridades podem reintroduzir medidas semelhantes por vias diversas. Processos de reembolso e lacunas temporárias de tarifas podem gerar volatilidade de curto prazo no mercado.