Resumo: A inflação na zona do euro subiu frente ao choque de energia, mas continua bem abaixo dos níveis de 2022. Com poupanças robustas, desemprego baixo e investimentos contínuos em infraestrutura e defesa, o crescimento deve ser amortecido, embora haja riscos caso o conflito se intensifique.
Inflação sobe, porém o choque de crescimento é limitado
Em março, a inflação na zona do euro ficou em 2,5%. Houve um salto significativo em relação ao mês anterior, quando estava em 1,9%, mas ainda bem abaixo de 2022, quando os preços do petróleo estavam mais elevados e o gás natural parecia fora de controle.
Naquele período, o preço chegou rapidamente a pouco mais de 350 euros por MWh, levando a UE a impor um teto de 180 euros por MWh quase que de forma emergencial. Hoje, o preço do gás natural na Europa fica em torno de 50 euros por MWh.
Isso é elevado e afeta empresas e famílias, mas não necessariamente desencadeia uma recessão profunda nem exige medidas fiscais amplas.
E certamente não é o caso de descartar que haja piora, especialmente se as condições financeiras se deteriorarem com a guerra e seus desdobramentos, impactando ações e, possivelmente, as taxas de juros.