Dow Jones rompe os 49.500 pontos impulsionado por balanço robusto da Caterpillar

O Dow Jones Industrial Average (DJIA) registrou uma forte alta nesta quinta-feira, subindo aproximadamente 730 pontos, ou 1,5%. O índice saltou de uma mínima da madrugada abaixo de 48.500 para uma máxima intradiária acima de 49.600 pontos. Em contrapartida, o S&P 500 avançou cerca de 0,5%, enquanto o Nasdaq Composite subiu apenas 0,2%, prejudicado pela fraqueza das mega-caps de tecnologia.

Caterpillar lidera as blue chips

As ações da Caterpillar (CAT) saltaram cerca de 10% após a fabricante de máquinas pesadas reportar um lucro trimestral acima das expectativas e elevar sua projeção de receita anual. O resultado da gigante industrial serviu como um termômetro positivo para a demanda global, sendo o principal motor para o desempenho superior do Dow Jones em relação aos seus pares.

Big Techs pressionam o Nasdaq

A Meta (META) recuou cerca de 9% após elevar suas projeções de capex (investimento em capital) e apresentar um crescimento de usuários mais fraco, alimentando temores de que os gastos com Inteligência Artificial estejam superando a monetização. A Microsoft (MSFT) também caiu cerca de 5%, sinalizando que seus investimentos podem atingir US$ 190 bilhões este ano, em parte devido aos altos custos de memória.

PIB abaixo do esperado e inflação resiliente

O Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre nos EUA cresceu a uma taxa anualizada de 2%, vindo abaixo do consenso de 2,3%. Já o índice de preços PCE (Personal Consumption Expenditures) de março veio em linha com as projeções, com o núcleo (Core PCE) estável em 3,2% na comparação anual.

No mercado de trabalho, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego surpreenderam positivamente ao cair para 189 mil, bem abaixo dos 215 mil esperados, reforçando a resiliência do setor. Por outro lado, o PMI de Chicago recuou para 49,2 em abril, retornando ao território de contração.

Petróleo recua com realização de lucros

Os contratos futuros do petróleo WTI caíram cerca de 2%, negociados acima de US$ 104 o barril, enquanto o Brent recuou 3% para a faixa de US$ 114. O movimento foi visto como uma realização de lucros após a forte alta de quarta-feira, motivada por tensões geopolíticas envolvendo o Irã e o Estreito de Ormuz.

Apostas em cortes de juros pelo Fed

O mercado segue digerindo a decisão do Federal Reserve de manter as taxas de juros entre 3,5% e 3,75%. Com uma votação de 8 a 4, marcada pela maior dissidência desde 1992, os investidores recalibram as expectativas para possíveis cortes de juros ainda este ano, sob a influência da ala mais dovish liderada por Kevin Warsh.