O dólar americano (USD) enfrenta riscos de alta persistentes, mesmo com a melhoria nas relações entre EUA e Irã. De acordo com a Brown Brothers Harriman (BBH), a atividade econômica resiliente nos EUA supera os efeitos negativos da redução das tensões geopolíticas.
“O USD caiu contra a maioria das moedas com a notícia do avanço positivo entre EUA e Irã, mas recuperou parte das perdas. Mantemos a visão de que o dólar pode subir no curto prazo”, afirma Elias Haddad, da BBH.
Um ponto de atenção é o índice de sentimentos da Universidade de Michigan, com dados previstos para as 15h (horário de Londres) ou 10h (horário de Nova York). As expectativas de inflação de longo prazo são cruciais para confirmar se permanecem ancoradas.
O PPI de maio é um sinal de alerta para a economia americana. O índice subiu para 6,5% (ante 5,7% anterior), o maior nível desde novembro de 2022. Em comparação, o IPC avançou para 4,2% interanual (ante 3,8%), o mais alto desde abril de 2023.
A ampliação do gap entre PPI e IPC indica que as empresas podem ter que absorver custos crescentes, comprimindo margens, ou repassar os aumentos para os preços ao consumidor. Ambos os cenários não são favoráveis para a perspectiva econômica.

