Dólar: Oscilações impulsionadas pelo Irã apontam para depreciação rasa – OCBC

Análise da OCBC, feita pelos estrategistas Sim Moh Siong e Christopher Wong, aponta que o mercado tem sido movido quase exclusivamente por notícias sobre o Irã, com o petróleo e os rendimentos reagindo aos avanços em negociações de cessar-fogo.

Geopolítica orientando o dólar e ativos de risco

Os mercados têm apresentado oscilações bruscas a cada notícia relacionada ao Irã nas últimas semanas, com pouca coisa além disso guiando a ação de preços.

As operações do período noturno foram voláteis, com prazos geopolíticos iminentes alimentando temores sobre inflação e oferta de petróleo, antes que as esperanças de desescalada empurrassem os preços do petróleo e os rendimentos de curto prazo para baixo.

O impulso ganhou força após o acordo do presidente Trump com uma trégua de duas semanas com o Irã, condicionada à reabertura do Estreito.

Brent caiu abaixo de US$100/barril, os futuros do S&P 500 subiram e o dólar enfraqueceu ainda mais.

Indicadores confiáveis de desescalada provavelmente fariam o dólar retornar a uma tendência de depreciação suave, já que menor risco energético sustenta economias fora dos EUA e ativos globais de risco. Os movimentos cambiais desde o início do conflito com o Irã vêm sendo moldados por mudanças nas condições de comércio e pelo sentimento de risco mais amplo.

Em uma desescalada, preços mais baixos do petróleo e um ambiente de risco favorável devem favorecer o AUD, NZD e SEK frente ao CAD e NOK ligados ao petróleo, além dos refúgios CHF e JPY. A expressão recomendada é tomar posição comprada no AUD, sustentada por tração econômica interna. Carry trades em mercados emergentes—BRL, MXN e ZAR—também devem voltar se a trégua for mantida.