O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos EUA deve registrar nova alta expressiva em abril, impulsionada pelos preços do petróleo que permanecem elevados devido ao conflito entre Estados Unidos e Irã. A expectativa é de aumento de 3,7% na taxa anual, o patamar mais alto desde setembro de 2023.
Na comparação mensal, o CPI deve subir 0,6%, após alta de 0,9% em março. Já a inflação central (excluindo alimentos e energia) deve registrar 0,4% mensal e 2,7% anual.
Desde o início do conflito no Oriente Médio em 28 de fevereiro, o barril de WTI subiu mais de 50%. Apesar da correção em maio, os preços ainda estão cerca de 40% acima do nível pré-guerra.
Jim Reid, do Deutsche Bank, afirma que a inflação deve subir 0,58% mensal, moderando de março, mas mantendo-se firme. Já a inflação central pode acelerar para 0,39% mensal, indicando pressões de preços persistentes.
Os mercados veem 73% de chance de o Fed manter a taxa de juros inalterada até o fim do ano, com 20% de probabilidade de alta de 25 pontos base. Um CPI mensal acima de 0,4% pode reforçar expectativas de alta de juros, fortalecendo o dólar. Por outro lado, um dado mais fraco pode aliviar temores de inflação descontrolada.
No entanto, qualquer impacto negativo no dólar pode ser temporário, dada a persistência do conflito no Oriente Médio. Alvin Liew, do UOB Group, alerta que um aumento persistente dos preços do petróleo pode adiar cortes de juros para 2027.
Tecnicamente, o EUR/USD mantém perspectiva positiva, mas sem força. A resistência está em 1,1800-1,1820, com suporte em 1,1730-1,1680. Acima de 1,1820, o par pode testar 1,1900 e 1,2000.
