Cobre: recuo da produção no Chile e cortes em minas, segundo ING

Analistas da ING observam aperto na oferta de cobre, com o Chile apresentando a menor produção mensal em quase nove anos e a Ivanhoe reduzindo as projeções de produção na Kamoa‑Kakula. O estudo também aponta um reposicionamento especulativo no LME: compras líquidas em cobre e zinco mais fracas, enquanto o alumínio segue ganhando terreno diante de uma oferta global apertada.

Restrições de oferta compensam posicionamento mais suave

Segundo dados, a produção de cobre no Chile, o maior produtor mundial de minério, recuou para 378.554 toneladas em fevereiro, queda de 8,5% em relação ao mês anterior e 4,8% contra o mesmo mês do ano passado, refletindo deterioração do teor de rocha e desempenho abaixo do esperado em minas-chave. A última vez que o volume foi tão baixo foi em março de 2017, quando greves paralisaram a Escondida, da BHP.

O Chile responde por aproximadamente um quarto da oferta global de minas e, neste contexto, já acumula queda de produção ano a ano por sete meses seguidos.

Noutra frente, a Ivanhoe reduziu as projeções da Kamoa‑Kakula: a perspectiva para 2026 passou a 290-330 mil toneladas, frente a 380-420 mil anteriormente, e a projeção para 2027 caiu para 380-420 mil, de 500-540 mil, em função de um plano de mineração mais conservador após as inundações ocorridas no ano passado.

Conforme o relatório mais recente da LME COTR, os especuladores ampliaram as posições líquidas compradas em alumínio em 1.285 contratos na semana encerrada em 27 de março, interrompendo um período de queda e elevando o total para 82.987 contratos. Já para cobre, as compras líquidas recuaram em 2.302 contratos, para 38.729, e as posições líquidas compradas em zinco caíram 4.393 contratos, para 40.171, após duas semanas de alta.