Especialistas destacam que melhorias do PMI em Polônia, República Tcheca e Hungria haviam sinalizado recuperação, apoiada pela Alemanha. Contudo, o choque de energia ligado ao conflito no Irã pode reduzir as economias reais da região, ofuscando o otimismo e exigindo de tomadores de decisão públicos ações para evitar deterioração.
As expectativas de crescimento da CEE são atingidas pelo choque da guerra
Entre os indicadores PMI da Europa Oriental, o PMI tcheco emergiu como o mais estável e menos sujeito a ruídos, enquanto o PMI húngaro mostrou maior volatilidade. Em março, o PMI da República Tcheca surpreendeu positivamente, apontando uma tendência de melhoria nos meses recentes. Como proxy do bloco, isso parecia sinalizar um avanço promissor. O PMI da Polônia também indicou passos tímidos para reverter quedas anteriores, aproximando-se do marco de 50.
Essas tendências se alinhavam a sinais de melhoria na economia alemã no início deste ano, sugerindo que o bloco CEE poderia estar à beira de uma recuperação econômica, apoiada pela recuperação da Alemanha. Contudo, o contexto mudou completamente devido ao conflito no Irã e ao choque nos preços de energia.
Esses eventos obscureceram o que poderia ter sido um cenário mais otimista de atuação econômica e estão fora do controle dos decisores regionais. Dada a volatilidade elevada da situação, vale notar que esses desenvolvimentos geopolíticos podem se resolver de forma tão imprevisível quanto surgiram — potencialmente abrindo uma nova oportunidade de otimismo, se ocorrerem em breve.
Por enquanto, o choque deve contribuir para uma deterioração geral das economias reais da região, especialmente porque a Alemanha também ficará vulnerável ao aumento dos custos de energia. Em outras palavras, a recente melhoria nos PMI pintou um quadro positivo, mas já está desatualizada, a menos que haja uma desescalada da situação geopolítica em curto prazo.