Resumo do cenário: O cobre recuou 0,7% após atingir novo recorde, com analistas da Goldman Sachs analisando o equilíbrio entre oferta e demanda para 2026.
Situação atual
Os preços do cobre caíram 0,7% após atingirem um pico histórico na semana passada, sinalizando uma consolidação próximo ao topo da faixa de previsão.
Panorama de demanda e oferta para 2026
Segundo a instituição, o recente rally foi impulsionado por dólar mais fraco, expectativas mais otimistas para o crescimento da China, aperto no mercado físico e o tom favorável de investidores. O posicionamento dos participantes aparece em níveis elevados, mas com baixo interesse em aberto.
Perspectivas de ruptura e equilíbrio de mercado
Ainda que haja espaço para que investidores empurrem o cobre para uma quebra de faixa, a equipe acredita que esse movimento tende a ser breve, uma vez que o mercado físico não está, ainda, claramente apertado o suficiente para sustentar ganhos sustentados.
Visão para 2026
Mesmo com uma queda expressiva na produção global refinada, a visão permanece de modesto superávit em 2026, com a projeção de $10.500/t para o cobre em 2026. O recuo de fluxos de investimento pode levar os investidores a reduzir posições no início de 2026.
Comentários e alternativas de demanda
Uma ressalva notável vem do setor de infraestrutura elétrica da China; o plano quinquenal prevê investimento significativo na rede elétrica, estimulado por autoridades que planejam aumentar o orçamento da rede em 30–40% nos próximos cinco anos. Além disso, os EUA também demandam investimentos relevantes na rede.
Observação: As estimativas apontam para aproximadamente 100.000 toneladas/ano adicionais de demanda de cobre exigidas por essa expansão.
Comentário de mercado
Fontes do setor sugerem que o investimento em rede é central para o próximo plano quinquenal da China, com previsão de aumento de 30–40% no orçamento de transmissão, o que pode representar cerca de 100 mil toneladas de demanda adicional por ano.