Resumo
Manter ou alterar as tarifas aplicadas ao Brasil depende agora de uma colisão entre o Executivo e o Legislativo, com sinais de resistência dentro do próprio partido de Trump.
Contexto
As tarifas foram impostas como parte de uma estratégia de comércio reciproco, baseada em uma declaração de emergência que elevou impostos sobre importações brasileiras. A medida visa forçar condições mais equilibradas nas trocas entre os dois países, mas enfrenta críticas por ampliar o uso do poder tarifário.
Reação no Senado
Vários senadores republicanos de peso, incluindo Thom Tillis, Rand Paul, Susan Collins e Lisa Murkowski, votaram pela revogação da declaração de emergência — um passo expressivo de dissidência dentro da base de apoio a Trump. O líder da minoria no Senado, Mitch McConnell, também sinalizou que votará para derrubar a ordem.
Próximos passos
A resolução, que busca encerrar a autorização de emergência, deve avançar no Senado com apoio bipartidário. O governo já indicou que o presidente pretende vetar a medida, o que pode levar a um novo conflito entre o Executivo e o Congresso sobre a autoridade de tarifas.
Impacto: além de afetar as exportações brasileiras, a iniciativa lança dúvidas sobre a continuidade de uma política de tarifas recíprocas e sobre a previsibilidade das ações comerciais americanas.