Próxima semana, advogados vão apresentar seus argumentos no maior caso econômico da Suprema Corte dos EUA em anos.
A audiência oral está marcada para 5 de novembro e vai centrar-se no uso por parte de Trump dos Poderes Econômicos de Emergência Internacional para impor tarifas. Normalmente, tais poderes são usados para punir adversários externos, como o Irã; agora, no entanto, o governo recorre a eles para o que quiser.
Contexto-chave: Trump declarou como emergência o surto de fentanyl e usou essa declaração para impor sanções ao Canadá e aos EUA. A própria declaração está no centro do processo, mas os advogados podem citar as próprias palavras de Trump para entender por que as tarifas estão sendo impostas.
Para a corte, o ponto não é apenas tarifas, mas o quanto o MAGA e a influência de Trump sobre a Suprema Corte pesam no veredito. Dado que o ex-presidente sugeriu, neste fim de semana, a possibilidade de concorrer a um terceiro mandato, as implicações podem ser amplas.
Observação importante: os argumentos são apenas o início; as decisões costumam sair entre dois a quatro meses depois. Ainda assim, surgirão perguntas do plenário que podem indicar a direção dos juízes. A decisão final poderá mover fortemente os mercados no próximo ano.
Quase-sinopse legislativa: hoje, a senadora republicana Lisa Murkowski, do Alasca, assinou uma carta ao lado de mais de 200 democratas pedindo aos juristas que invalidem as tarifas. Com 53 cadeiras na Câmara dos EUA e dois votos-chave em jogo nas eleições de meio de mandato, uma futura votação sobre tarifas poderia ser bastante decisiva.
Quanto às probabilidades de as tarifas serem derrubadas, o cenário é considerado de baixa liquidez e aponta para aproximadamente 38%.
Em resumo, o caso não é apenas sobre políticas tarifárias, mas sobre a relação entre o poder executivo e o Judiciário, além de testar como o eleitorado e o mercado percebem o peso da agenda MAGA no tribunal.