- O euro recua ganhos e volta a 1,1750, mesmo com uma leve alta da inflação na zona do euro.
- A inflação ao consumidor acelerou para 2,2% em setembro na zona do euro, frente a 2,0% em agosto.
- A paralisação do governo dos EUA mantém o dólar sob pressão.
O par EUR/USD está em 1,1750 no momento da divulgação, após alcançar máximas diárias próximas de 1,1780. O indicador preliminar de inflação da zona do euro (HICP) veio dentro do esperado, mas o dólar permanece pressionado pela paralisação fiscal nos EUA, causada por divergências entre as principais agências sobre o financiamento do governo.
Os dados mostram que a inflação anual na zona do euro subiu para 2,2% em setembro, ante 2,0% em agosto, enquanto a inflação núcleo permaneceu em 2,3%. O ritmo mensal desacelerou para 0,1% frente a 0,3% no mês anterior, mantendo o núcleo estável em 0,1%.
Nos EUA, uma votação de última hora no Senado não aprovou o projeto de financiamento, levando o governo a entrar em paralisação. O impacto econômico deve ser limitado a menos que o impasse se prolongue, mas pode atrasar a divulgação do relatório de empregos de setembro (Nonfarm Payrolls) na sexta-feira, importante para a decisão do Fed no final do mês.
O emprego privado norte-americano deve ter aumentado cerca de 50 mil vagas em setembro, conforme esperado pelo relatório ADP, sinalizando uma leitura fraca em comparação com as médias do ano anterior e reforçando a ideia de um mercado de trabalho mais contido.
Análise Técnica: EUR/USD
O EUR/USD encara pressão moderadamente positiva nesta quarta-feira. O RSI no gráfico de 4 horas avança, ficando acima de 50, e o MACD permanece acima da linha de sinal, com o DXY em terreno mais fraco, o que sugere potencial de valorização adicional.
Resistências iniciais em 1,1760 e 1,1790; superar 1,1790 pode abrir caminho para as máximas de setembro, próximas de 1,1820. Suportes próximos aparecem em 1,1710-1,1715, com referências adicionais em 1,1645-1,1655 e 1,1610.
Indicadores Econômicos
A leitura anual do HICP (inflação harmonizada) na Zona do Euro ficou em 2,2% em setembro, em linha com o consenso. O HICP núcleo manteve-se em 2,3%, sem surpresa. Os dados reforçam o cenário de inflação moderada, sem sinal de pressões adicionais.
Além disso, o mercado acompanha a dinâmica do dólar diante do aperto fiscal, com o avanço das negociações entre o governo e o Congresso. O calendário de indicadores permanece carregado, incluindo o relatório de empregos do mês.
Observação: os dados e gráficos de moedas mostram movimentos diários, com o euro demonstrando força frente ao dólar em determinados momentos, enquanto o dólar recua diante de incertezas fiscais.