A inflação medida pelo Harmonized Index of Consumer Prices (HICP) da zona do euro subiu para 2,2% em setembro, ante 2,0% em agosto, conforme dados oficiais do Eurostat divulgados nesta quarta-feira.
O núcleo da inflação avançou 2,3% na comparação anual, repetindo o resultado de agosto e ficando alinhado com a leitura esperada.
Em termos mensais, o HICP total ficou em 0,1% em setembro, mantendo a mesma taxa observada em agosto. O núcleo subiu 0,1% na base mensal, após alta de 0,3% no mês anterior.
A meta de inflação do Banco Central Europeu (BCE) é de 2,0%. Esses números influenciam a precificação de futuras mudanças na política monetária e dos juros.
Principais detalhes do relatório de inflação da zona do euro (via Eurostat)
Ao olhar para os componentes, serviços devem apresentar a maior taxa anual em setembro (3,2%, frente a 3,1% em agosto), seguidos por alimentos, bebidas alcoólicas e tabaco (3,0%, vs 3,2% em agosto), bens industriais não energéticos (0,8%, estável) e energia (-0,4%, frente -2,0% em agosto).
Reação do EUR/USD à divulgação da inflação da zona do euro
O euro registra ganhos moderados após os dados, com o par EUR/USD operando próximo de 1,1750 no momento da redação, após o avanço recente.
O quadro técnico aponta que o EUR/USD pode buscar a região de 1,1918, a maior leitura desde junho de 2021, enquanto o suporte inicial fica em torno da média móvel de nove dias em 1,1743, seguido pela média móvel de 50 dias em 1,1688. Quedas adicionais poderiam levar o par a testar o mínimo de aproximadamente 1,1608.
Perguntas frequentes sobre inflação
O que é inflação?
Inflação é o aumento generalizado dos preços de um conjunto representativo de bens e serviços ao longo do tempo. A inflação medida como variação anual é o foco de metas de bancos centrais, que costumam mirar por volta de 2,0%.
O que é CPI?
A CPI mede a variação de preços de uma cesta de bens e serviços. Quando a inflação núcleo sobe acima de 2%, tende a sustentar taxas de juros mais altas.
Como a inflação afeta o câmbio?
Inflação mais alta pode levar a desvalorizações ou apreciação cambial, dependendo das respostas das autoridades monetárias, como cortes ou aumentos de juros.