Resumo estratégico
O Comitê Federal de Mercado (FOMC) está sob pressão para agir com maior determinação e visão de futuro, com dados recentes sugerindo fragilidade no mercado de trabalho e inflação próxima da meta, mesmo após impactos de tarifas.
- Mercado de trabalho mais frágil e inflação que, excluindo tarifas, permanece perto da meta.
- Chama-se o FOMC a agir decisivamente e proativamente para enfrentar a queda na dinâmica do emprego.
- Revisões salariais recentes indicam risco de ficar para trás em relação à curva de atuação.
- Se as condições persistirem, é possível que políticas precisem ser ajustadas com mais rapidez e intensidade.
- Há consenso de que a inflação deve cair no próximo ano, justificando uma mudança de rumo.
- Espera-se que a inflação retorne à meta após um ajuste pontual relacionado a tarifas, com possível olhar além desses efeitos únicos.
- Economia pode estar vivenciando um surto de produtividade devido a avanços tecnológicos.
- Abordagens dependentes de dados que são rígidas demais tendem a ser retrógradas, mantendo o Fed atrás da curva.
- Uma mudança de foco, para uma perspectiva mais proativa de longo prazo, é considerada.
- Manter no mínimo o balanço com reservas próximas do essencial, não do excessivo, para manter flexibilidade.
- Gestão ativa do balanço pode oferecer sinais mais rápidos de estresse do mercado e de problemas de funcionamento.
- Reservas menores podem estimular maior atividade de reservas e gestão de risco de liquidez por parte dos bancos.
- Balanço menor como proporção do PIB amplia a margem de manobra frente a choques futuros.
- Há apoio firme a manter apenas títulos do Tesouro.
- Discute-se a venda de MBS, visto que o runoff passivo não permitiria retornar a uma composição apenas de Treasuries em tempo crível.
- Um balanço com ritmo mais curto ofereceria mais flexibilidade.
- Ferramentas de empréstimo de emergência devem permanecer com uso de finalidade única e não se tornar permanentes.
- A reforma de regras de alavancagem suplementar pode abordar problemas associados a facilidades permanentes como o standing repo.
- O crescimento populacional mais lento e o envelhecimento são fatores que ajudam a puxar a taxa de neutralidade para baixo.