O presidente do Federal Reserve de Nova York, John C. Williams, afirmou apoiar novos cortes de juros ainda neste ano para proteger o mercado de trabalho em desaceleração, mesmo que a inflação tenha ficado acima da meta de 2% nos últimos meses.
Em entrevista ao The New York Times, Williams disse que a economia não está à beira de uma recessão, mas sinais de desaceleração na criação de empregos e contratações corporativas cautelosas justificam atenção.
Como membro permanente do FOMC e aliado próximo do presidente do Fed, Jerome Powell, seu posicionamento tem peso dentro da instituição.
Ele defendeu que o banco central tem espaço para apoiar o emprego, já que as pressões inflacionárias geradas pelas tarifas da administração anterior devem diminuir. Williams espera inflação por volta de 3%, enquanto o desemprego fica um pouco acima de 4%, condições em que cortes moderados podem ajudar a estabilizar a economia.
Ainda que o governo tenha interrompido parte de suas atividades, adiando dados-chave como o mercado de trabalho e o IPC, Williams afirmou que o Fed ainda pode agir, apoiando-se em pesquisas privadas e indicadores internos.
Ele descreveu a política monetária como modestamente restritiva e reiterou que o objetivo é retornar as taxas a um nível neutro por volta de 3%.
Williams defendeu a independência do Fed diante de pressões políticas, mantendo o foco em estabilidade de preços e no emprego máximo. Também rejeitou críticas às compras de ativos feitas no passado, observando que ajudaram a evitar uma recessão mais profunda.
As declarações dele reforçam as expectativas de mais afrouxamento no ano, com ênfase na fragilidade do mercado de trabalho frente aos riscos inflacionários de curto prazo, sugerindo viés cauteloso, ainda que a supervisão política possa testar a independência da instituição.
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