Fed eleva juros e derruba ouro para mínima de um mês

O ouro (XAU/USD) encerra a quarta-feira em baixa, negociado próximo a US$ 4.250 após atingir uma máxima intradiária de US$ 4.366. O metal precioso sofreu forte pressão de venda após o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) dos EUA anunciar um aumento de 25 pontos base (bps) na taxa de juros, conforme o esperado. Com essa decisão, a faixa alvo para os fundos federais (FFTR) agora flutua entre 3,75% e 4,00%.

O comunicado do FOMC indicou que os formuladores de política monetária acreditam que a inflação permanece elevada, embora a atividade econômica no país expanda a um ritmo sólido. Sobre o mercado de trabalho, o documento afirma: “Os ganhos de empregos acompanharam o crescimento da força de trabalho, e a taxa de desemprego pouco mudou”.

Além disso, o Resumo das Projeções Econômicas (SEP) mostrou que os oficiais antecipam pelo menos mais um aumento da taxa antes do final do ano, com 12 dos 18 oficiais esperando mais um aumento de 25 bps, enquanto 4 oficiais esperam dois aumentos. Apenas 2 membros antecipam nenhuma movimentação adicional este ano. A inflação é a questão chave, pois os formuladores de política monetária veem a inflação em 3,7% no final de 2026, contra 3,6% em junho, e a inflação subjacente é vista em 3,4%, contra 3,3%.

Finalmente, o presidente Kevin Warsh observou na coletiva de imprensa que a decisão foi a decisão “certa”, pois as condições monetárias não eram restritivas o suficiente. Suas falas hawkish alimentaram especulações de que o Fed dos EUA poderia entregar até mais dois aumentos de taxa de juros antes do final do ano.

Outlook Técnico do XAU/USD:

O XAU/USD é negociado a US$ 4.262 e permanece sob pressão, mantendo-se abaixo da Média Móvel Simples (SMA) de 100 dias próxima a US$ 4.326, da SMA de 20 dias em torno de US$ 4.442 e da SMA de 200 dias perto de US$ 4.540. As SMAs mais curtas ganham tração descendente, refletindo um interesse de venda crescente. Os indicadores técnicos estendem seus declínios abaixo de suas linhas centrais, reforçando a visão de baixa.

Na ponta superior, a resistência inicial surge no patamar de US$ 4.300, seguida pela SMA de 100 dias em torno de US$ 4.326, antes de um teto mais significativo formado pela SMA de 20 dias perto de US$ 4.442. A mínima pós-Fed de US$ 4.235 atua como suporte imediato, enquanto quedas adicionais abaixo da marca de US$ 4.200 abrirão caminho para um declínio em direção ao patamar psicológico de US$ 4.000.