O ouro registrou uma alta de mais de 2% intra-session, atingindo um pico de US$ 4.510, após comentários de Christopher Waller, membro do Federal Reserve (Fed), levarem o mercado a reduzir as expectativas de um aumento de juros em setembro. Essa mudança na precificação do mercado resultou na queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA (UST yields) e do dólar americano.
A OCBC mantém uma visão construtiva para o ouro, mas ressalta que a direção de curto prazo do metal precioso será altamente sensível à reavaliação das expectativas de juros pelo mercado. Os próximos dados de payrolls, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) e o Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos EUA serão cruciais para determinar se a recente tendência de desinflação é suficiente para o Fed manter as taxas de juros inalteradas.
Tensões geopolíticas oferecem um suporte marginal ao ouro, enquanto a alta nos preços do petróleo representa um risco de inflação de via dupla, podendo tanto pressionar quanto impulsionar os preços, dependendo de como impactarem as expectativas de inflação e os rendimentos.
O ouro, negociado recentemente a US$ 4.474, exibe um momentum de leve baixa no gráfico diário, apesar da alta do RSI. Há riscos de duas vias, com viés de compra em quedas. Resistência imediata se encontra na faixa de US$ 4.520/4.530 (200 DMA e 23.6% de retração de Fibonacci da mínima de 2026 à máxima de agosto). Um rompimento decisivo pode abrir espaço para o ouro tentar novamente os níveis de US$ 4.700. Suporte está em US$ 4.410 (38.2% de Fibonacci) e US$ 4.360 (100 DMA).

