Analistas da OCBC, Sim Moh Siong e Christopher Wong, apontam que o ouro tem ficado pressionado com o aumento dos rendimentos globais, juros reais mais elevados e crescentes preocupações inflacionárias, o que reduz as expectativas de cortes de juros do Fed no curto prazo. Saídas de ETFs lastreados em ouro e liquidações por estresse de mercado pressionam ainda mais o preço. Ainda assim, as projeções e o comentário permanecem otimistas para o médio prazo, com a expectativa de retomar a trajetória de alta, mesmo diante de um pregão volátil.
Rendimentos pesam, mas a estrutura continua favorável
Os preços do ouro caíram acentuadamente, à medida que rendimentos globais em alta e riscos inflacionários renovados — impulsionados por preços de energia mais altos — reduziram as expectativas de cortes de juros no curto prazo. Investidores continuaram a reduzir as participações em ETFs lastreados em ouro, intensificando o recuo.
O metal também tem apresentado episódios de liquidação durante períodos de tensão de mercado, mesmo com incertezas geopolíticas elevadas.
O mercado está operando menos com fluxos de proteção geopolítica e mais com temores de que a inflação mais persistente possa levar a uma postura mais rígida dos bancos centrais.
O aumento dos preços de energia e a redução das expectativas de cortes do Fed fortalecem os rendimentos reais e o dólar, pressionando o ouro.
Apesar da pressão de curto prazo, o cenário estrutural mais amplo continua a apoiar. Ainda esperamos que o ouro retome sua tendência de alta no médio prazo, embora possa enfrentar dificuldades para manter o impulso no curto prazo, mantendo a volatilidade nas negociações.
