O Real Brasileiro (BRL) está sob pressão, com o Societe Generale destacando os riscos eleitorais e fiscais que pesam sobre os ativos do país. O BRL tem apresentado desempenho inferior na América Latina, com o par USD/BRL se aproximando de sua média móvel de 200 dias em 5.2042, enquanto o Ibovespa rompeu sua média de longo prazo.
Segundo o economista Dev Ashish, do Societe Generale, o cenário base, com 65% de probabilidade, aponta para um quarto mandato do presidente Lula, mas com um Congresso dividido. Essa combinação pode pressionar ainda mais o Real.
Do ponto de vista técnico, uma consolidação sustentada acima da média de 200 dias no par USD/BRL poderia levar a cotação para a zona de 5.34-5.38. A recente desvalorização do Bovespa para mínimas de sete meses, em 167 mil pontos, reforça a percepção de que os investidores estão precificando os riscos eleitorais e fiscais antes das eleições presidenciais.
Essa aversão ao risco pode levar a uma realocação de fundos para outras moedas, como o Peso Mexicano (MXN), que se apresenta como um destino relativamente mais atrativo em termos de carry trade e neutralidade política.


