Austrália está cada vez mais dependente de diesel importado, com a estimativa de que 87% da demanda em 2025 seja atendida por importações. O alerta é de que gargalos no abastecimento poderiam impactar o setor de mineração, grande consumidor de diesel e responsável por boa parte das exportações, o que poderia pressionar o dólar australiano. Mesmo assim, dados atuais de transporte indicam que não há interrupções imediatas no abastecimento.
Dependência de importação pode pesar sobre a moeda
A produção de petróleo bruto na Austrália vem caindo nos últimos anos e, com o fechamento de refinarias, a dependência de importações de derivados aumentou.
Embora o país ainda tenha produzido cerca de 60% do diesel domesticamente em 2009, em 2025 aproximadamente 87% da demanda precisava ser atendida por importações.
O maior consumidor de diesel é a indústria de mineração. Estima-se que a mineração responda por cerca de 10 bilhões de litros, de um consumo anual de aproximadamente 35 bilhões de litros.
Se ocorrerem gargalos no fornecimento de diesel, o setor industrial — responsável por metade das exportações australianas — também pode ser afetado. Restrições prolongadas na produção e redução nas exportações poderiam, portanto, pressionar o dólar australiano.
Por ora, os suprimentos parecem estáveis. Porém, o risco permanece enquanto persistirem problemas no Estreito de Hormuz.
Atualmente, dados de navegação não indicam problemas no fornecimento de petróleo e derivados. Em março, 265 petroleiros atracaram em portos australianos — o maior número em dois anos. Nos primeiros 11 dias de abril, a soma ficou em torno de 220, mantendo-se em linha com os meses recentes.
