Visão geral do cenário O mercado aponta para uma trajetória de juros quase estável nos EUA até 2026, com incertezas sobre crescimento, inflação e o conflito em curso. Analistas associam-se ao cenário do FOMC, prevendo cortes futuros se a inflação recuar e se a conjuntura do conflito melhorar, embora alguns ainda vejam espaço para novas altas se a inflação se mantiver acima da meta.
Preços de mercado e cenários do FOMC
A trajetória implícita de juros permanece praticamente inalterada até o fim de 2026 e entra em 2027. Diante das incertezas sobre crescimento e inflação perspectiva com a continuidade da guerra, as expectativas atuais parecem razoáveis: a duração e o impacto do conflito são difíceis de estimar, e o mercado parece correto em manter uma posição de ambiguidade.
Posteriormente, nota-se que muitos participantes esperavam cortes caso a inflação caísse conforme o esperado. Esse é o tipo de cenário considerado no debate atual.
Se o conflito terminar com, ao menos, uma retomada parcial do fornecimento de petróleo, o peso econômico recairá sobre um mercado de trabalho já fragilizado, levando a cortes de juros — desde que os preços do petróleo atinjam um pico e comecem a cair — mesmo que o petróleo não retorne aos níveis pré-guerra.
Participantes que antecipam quedas, assim como outros analistas, contam com uma desaceleração do conflito e uma consequente queda nas expectativas de inflação.
Como apontado nas atas, alguns participantes viram o argumento de que pode haver uma descrição de duas vias para futuras decisões de política monetária, refletindo a possibilidade de ajustes para cima na faixa do federal funds se a inflação permanecer acima da meta.

