Os economistas do Societe Generale destacam que os dados de atividade da zona do euro no 1º trimestre ficaram um tanto abaixo do esperado, com especial impacto na indústria alemã. Ainda assim, veem riscos de alta limitados para a previsão cautelosa de crescimento do PIB da Alemanha de 0,1% no trimestre frente ao anterior.
Eles ressaltam fundamentos resilientes na zona do euro, apoiados por balanços privados sólidos, investimentos em IA e energia, estímulo fiscal alemão e mercados habitacionais que vêm se estabilizando.
Dados alemães fracos, mas administráveis
Mais uma vez, trata-se de uma crise energética, mas não de uma crise energética ampla para a Europa, e o impacto sobre a atividade deve ser menor do que em 2022. Isso é uma boa notícia, principalmente porque os dados do 1T ficaram um pouco abaixo do esperado.
Na Alemanha, a produção industrial continua caindo em relação ao mesmo período do ano anterior.
Pelo menos, não vemos riscos de impactos indiretos significativos ou de efeitos de segunda rodada sobre o crescimento de salários, como ocorreu quando o BCE foi pego de surpresa entre 2021 e 2022. Ainda assim, vemos resiliência considerável na economia da zona do euro, impulsionada por balanços privados fortes, demanda crescente por IA e investimento em energia, pelo estímulo fiscal alemão e pela estabilização dos mercados de moradia.
Uma preocupação particular é que a situação demográfica em vários países possa manter a rigidez do mercado de trabalho, o que, por sua vez, pode gerar pressões salariais precoces em resposta ao choque de preços de energia e ao estímulo fiscal alemão.
