Perspectivas para a inflação e a política do BCE Economistas do Societe Generale avaliam que riscos crescentes na inflação subjacente da zona euro justificam adiantar as altas da taxa do BCE. Preveem aumentos de 25 pontos-base em junho e setembro, mantendo política neutra, com inflação geral e núcleo elevadas até 2027, sinalizando endurecimento adicional se condições falharem em conjunto.
Conservando posição diante dos riscos
Em seu último conjunto de previsões, prevê-se que a inflação geral suba para cerca de 3,5% em maio e permaneça nesse patamar até abril do próximo ano, antes de recuar para aproximadamente 2,4% no restante de 2027. A inflação subjacente poderia subir de 2,4% para cerca de 2,8% em março do próximo ano, supondo algum repasse indireto e efeitos de segunda ordem sobre salários, antes de recuar novamente para abaixo de 2,5% até o fim de 2027. Diante desses riscos elevados para a inflação subjacente em 2027-28, parece prudente que o BCE aja cedo e se posicione contra quaisquer riscos ascendentes. Assim, esperamos alta de 25 pontos-base nas reuniões de junho e setembro, levando o BCE para a banda superior de uma postura monetária neutra. Quaisquer sinais de impacto limitado no crescimento e nas condições financeiras, ou de uma transmissão rápida de preços de energia mais altos para outros preços e para o crescimento salarial, possivelmente aliado a medidas fiscais menos direcionadas para sustentar o consumo, sugeririam que o BCE precisaria endurecer ainda mais a política.
