O time de Economia Global e Mercados da Rabobank observa que o Brent teve alta firme enquanto o mercado pesa uma trégua frágil entre os EUA e o Irã e interrupções severas no Estreito de Hormuz. A atuação permanece com fluxos de navegação restritos, preocupações de segurança persistentes e o controle efetivo do Irã sobre a passagem, fatores que dificultam uma normalização rápida dos mercados de petróleo.
Risco no Hormuz sustenta o petróleo
O Brent de vencimento próximo subiu cerca de US$ 2, chegando a US$ 97, enquanto os mercados acionários europeus registraram quedas modestas e os índices dos EUA avançaram.
É crucial que o tráfego pelo Estreito de Hormuz permaneça severamente interrompido, com apenas uma pequena parcela de navios vinculados ao Irã e/ou chineses atravessando a via.
O Irã indicou que permitiria no máximo 15 navios por dia a passarem sob o acordo de cessar-fogo — pouco significativo, visto que estima-se que entre 800 e 900 embarcações ainda aguardam para sair do estreito.
Mais fundamentalmente, a medida ressalta o controle efetivo do Irã sobre a rota marítima, mensagem reforçada pela divulgação de duas rotas seguras de navegação pela Organização de Portos e Transporte Marítimo do Irã.
Isso aumenta o risco de que, mesmo quando navios puderem deixar o estreito para carregar cargas na Ásia e na Europa, os proprietários permaneçam relutantes em retornar à área para novas remessas.

