Brent: a reprecificação do risco no Estreito de Hormuz impulsiona novos ganhos – Rabobank

Um analista sênior de estratégias de mercado do Rabobank aponta que a mudança na percepção sobre o Estreito de Hormuz tem impulsionado movimentos acentuados no Brent. O Brent caiu mais de 9% na sexta-feira, chegando a US$ 90,38 por barril, e abriu 7% mais alto na segunda-feira, com o mercado reavaliando o risco geopolítico e a menor probabilidade de um cessar-fogo duradouro.

Oscilações do petróleo diante da incerteza no Hormuz

Na sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores do Irã postou no X que o Estreito estava “completamente aberto” para todo o tráfego comercial durante os 10 dias de cessar-fogo entre Israel e Líbano. O mercado reagiu rapidamente: o S&P 500 subiu 1,2% para um novo topo histórico, e o contrato Brent para entrega futura caiu mais de 9%, fechando em US$ 90,38 por barril — o menor fechamento semanal desde o início do conflito.

O Brent datado (preço físico para entrega imediata) também recuou mais de 15%, chegando a US$ 98,95 por barril, o menor desde 11 de março, após a fala de que a guerra no Irã estaria “muito completa”.

Não é surpresa que, neste início de sessão, os mercados estejam reprecificando a situação do Estreito e as perspectivas de paz antes do provável vencimento do cessar-fogo EUA-Irã na quarta-feira. O Brent abriu 7% mais alto, ativos de maior beta sofreram vendas acentuadas e os futuros de ações dos EUA apontavam para perdas de cerca de 0,8% na abertura.

Assim, convivem sinais de um choque energético sem precedentes — segundo a IEA — com escassez de itens essenciais, e, ainda assim, um cenário que permanece favorável para ativos de risco, mantendo índices próximos de recordes históricos.