O BSP manteve a taxa de recompra reversa (RRP) em 4,25% em uma reunião fora de ciclo, citando inflação impulsionada pela oferta e riscos no Oriente Médio. O banco espera uma pausa de política prolongada, com a inflação subjacente e efeitos de segunda ordem guiando as decisões e um papel maior da política fiscal.
Bancos Centrais: pausa prolongada no foco
Diante de um cenário fluido e da incerteza sobre a duração e a gravidade do conflito no Oriente Médio, adotamos uma postura cautelosa e esperamos, por ora, que não haja alterações adicionais na taxa RRP.
A demanda doméstica fraca e o aumento do custo de vida reforçam a justificativa para uma pausa prolongada, com medidas fiscais provavelmente desempenhando um papel maior na mitigação do impacto econômico do conflito regional.
Em síntese, esperamos que o BSP mantenha uma abordagem de reunião por reunião, observando de perto os desdobramentos externos.
Durante a coletiva após a reunião, o governador do BSP não descartou a possibilidade de novas reuniões fora do ciclo, caso o conflito no Oriente Médio se agrave e apresente riscos econômicos mais imediatos。
Ele destacou ainda que o BSP está pronto para injetar liquidez no sistema financeiro, se necessário, e poderia reduzir ainda mais o coeficiente de reservas obrigatórias (RRR), possivelmente para cerca de 2,00%.