Analistas do BBH apontam que a aversão ao risco voltou a aumentar, fortalecendo o dólar conforme o conflito com o Irã se intensifica, com petróleo em alta e ações globais e títulos em baixa. Um choque energético persistente, bancos centrais mantendo o aperto e custos de financiamento em ascensão pesam sobre ativos de risco, mantendo o dólar com viés de alta enquanto a incerteza sobre a resposta iraniana suja o humor do mercado.
Risco de guerra sustenta o dólar
O rebound de ontem cedeu espaço a uma nova aversão sem uma saída clara para o conflito com o Irã. O petróleo sobe, mercados globais de ações e dívida recuam, e o dólar avança frente às principais moedas.
Um choque energético sem fim visível, bancos centrais se movendo para aperto mesmo com crescimento fraco e custos de financiamento elevados atingem finanças públicas já esticadas, formando um cenário duro para ativos de risco. Até que a névoa da guerra se dissipe, os riscos do dólar tendem a permanecer inclinados para cima, impulsionados pelas necessidades de funding em períodos de estresse de mercado.
Relatórios indicam que os EUA estudam opções militares para um possível golpe final no Irã, incluindo uso de forças terrestres e uma ofensiva de grande escala. Espera-se que autoridades americanas intensifiquem falas para gerenciar o humor do mercado. A resposta do Irã a qualquer desescalada, porém, deverá definir se o risco extremo já passou ou se ainda há pressão pela frente. Há preocupação de que o Irã possa desestabilizar mercados globais e impor dor econômica e política aos EUA e seus aliados.