GBP/USD opera com alta durante a sessão norte-americana desta quinta-feira, após o Banco da Inglaterra manter as taxas inalteradas, citando pressões de inflação alimentadas pela guerra no Oriente Médio. No momento da redação, o par é cotado em 1,3356, alta de 0,76%.
Libra se valoriza enquanto o BoE persiste em segurar estímulos
O Comitê de Política Monetária (MPC) decidiu manter a taxa bancária em 3,75% porque se espera que a inflação chegue a ~3,5% nos próximos dois trimestres, segundo o staff do BoE. O banco central reconhece que, embora uma desaceleração econômica possa reduzir a inflação, o maior risco continua sendo a inflação.
O governador Andrew Bailey comentou que os mercados se adiantam demais e disse que o BoE transmitiu uma mensagem clara de que o “lugar certo é manter a posição.”
Nos EUA, as solicitações iniciais de auxílio-desemprego da semana encerrada em 14 de março caíram de 213 mil para 205 mil, abaixo da previsão de 215 mil, conforme o Departamento do Trabalho. Mesmo assim, o dólar americano permanece sob pressão devido à sua relação próxima com o petróleo Brent/WTI.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a seis moedas, recuou 0,56%, para 99,70, após ter voltado a testar 100,00 no pregão. O WTI caiu cerca de 2,54%, para 96,43.
Nesta quarta-feira, a Federal Reserve manteve as taxas estáveis enquanto define uma barreira maior para cortes, conforme destacado pelo presidente da instituição. Eles indicaram que a inflação de bens é o que precisa reduzir para flexibilizar a política.
Mercados projetam que o Fed não cortará juros em 2026, com o primeiro ajuste esperado apenas no primeiro semestre de 2027, segundo dados do Prime Market Terminal.
Previsão de preço do GBP/USD: visão técnica
No gráfico diário, o GBP/USD opera em torno de 1,3356. O par fica pouco abaixo da faixa entre as médias móveis simples de 50 e 200 dias, próximas de 1,3500, com a ação de preço comprimida entre a linha de suporte ascendente desde 1,3035 e a linha de resistência descendente partindo de 1,3869, sinalizando viés ligeiramente bearish no curto prazo dentro de uma consolidação mais ampla. As velas recentes mostram repetidas falhas perto da linha de resistência descendente, o que confirma que ela atua como teto principal para recuperações, e a dificuldade em retornar à área das médias móveis sugere que os sellers ainda respondem com força, apesar da tendência de alta de longo prazo ainda intacta.
Resistência inicial fica na interseção da linha de tendência descendente por volta de 1,3435, seguida pela faixa de médias móveis em torno de 1,3500, onde um fechamento diário acima diminuiria o tom bearish e abriria espaço para a região de meados de 1,3600. Do lado de baixo, o suporte imediato fica próximo de 1,3320, com suporte mais robusto na linha de tendência ascendente em torno de 1,3250, onde uma quebra sinalizaria uma queda mais decisiva para a área de 1,3200 e exporia o nível de 1,3000 a seguir.
Observação: a análise técnica desta reportagem foi realizada com suporte de uma ferramenta de IA.
Próxima semana, o calendário econômico do Reino Unido trará leituras rápidas de S&P Global. Nos EUA, traders ficarão de olhos em PMIs e dados de emprego.
Perspectiva técnica: visão sobre GBP/USD
O par continua a depender de sinais de inflação, trajetória de juros e preço do petróleo. Se permanecer acima de 1,3350, pode testar níveis próximos a 1,35 e acima. Em caso de violação de suporte em 1,3320, os próximos alvos ficam em 1,3250 e 1,3200.