WTI volta a subir acima de US$ 90 em meio a tensões no Oriente Médio e riscos de oferta

O preço do WTI (West Texas Intermediate) tem mostrado fôlego na sessão asiática, capitalizando a recuperação de segunda-feira após tocar perto de US$ 84,00, nível já visto há quase duas semanas. A cotação sobe para acima da faixa dos US$ 90, alimentada por temores de oferta.

O Irã negou ter mantido conversas com os EUA para encerrar o conflito, contradizendo declarações do presidente dos EUA de que um acordo poderia ser alcançado em breve. Além disso, Mohsen Rezaei, conselheiro militar sênior do líder supremo, afirmou que a guerra continuará até que o Irã receba plena compensação pelos danos. Isso aumenta o risco de uma nova escalada na região produtora de petróleo e funciona como impulso para o petróleo.

Também há relatos de pressão renovada sobre a infraestrutura energética no Irã. Segundo a agência Fars, um escritório de uma empresa de gás e uma estação de redução de pressão foram atingidos na cidade de Isfahan. Além disso, um projétil teria atingido um gasoduto que alimenta uma usina em Khorramshahr. Tudo isso ocorre em meio ao fechamento efetivo do Estreito de Hormuz, o que tem causado interrupções consideráveis no comércio de energia e apoiado os preços do petróleo.

Por outro lado, investidores permanecem cautelosos com o fato de que pressões de custo no setor de energia podem reacender a inflação. Isso, junto com especulações sobre um possível aperto monetário pelo Federal Reserve, pode levar a um movimento de alta nos rendimentos dos Treasuries e, com um dólar mais forte, tende a frear a valorização de commodities cotadas em dólares, pedindo prudência antes de apostas otimistas no petróleo.