Ganhos no petróleo impulsionados por conflitos testam esperanças de crescimento – BNY

O petróleo sobe por terceiro dia consecutivo com tensões EUA-Irã elevando preços acima de US$ 90. A BNY alerta que isso pode redefinir expectativas de juros e riscos de crescimento, dominando a narrativa macro em 2026.

As cotações do WTI e do Brent continuam em alta, impulsionadas por ataques com mísseis e drones no Golfo. O relatório da BNY, citando Bob Savage, destaca que a sustentação do WTI acima de US$ 90 pode alterar as projeções de taxas de juros e os riscos de crescimento, com a guerra e a dinâmica energética dominando a narrativa macro até o segundo semestre de 2026.

As tensões no Golfo alimentaram o rally do cru. No mercado de ações globais, os índices fecharam em queda e os futuros dos EUA mostraram fraqueza. A escalada do conflito entre EUA e Irã impulsionou os rendimentos dos títulos e o dólar. Os dados econômicos tiveram resultados mistos: o PMI de serviços da China atingiu um alto de três meses, enquanto o PIB do primeiro trimestre da Austrália ficou abaixo do esperado.

As hostilidades no Golfo se intensificaram novamente durante a noite. O comando central dos EUA afirmou que mísseis iranianos e drones atacaram alvos em Bahrein, Kuwait e outras regiões, mas foram interceptados ou falharam. A mídia estatal iraniana disse que a Guarda Revolucionária mirou a sede da Quinta Frota dos EUA em resposta a um ataque norte-americano.

Esse episódio elevou os preços do petróleo, enquanto as negociações preliminares entre Irã e EUA permanecem sem resolução. O Brent subiu 2,698% para US$ 98,59, o WTI avançou 2,902% para US$ 96,48, o cru de Omã caiu 0,109% para US$ 91,96 e o cru de Dubai subiu 1,716% para US$ 93,906.

Os dados econômicos serão importantes para a sessão dos EUA, mas os riscos da guerra e da energia continuam no controle da narrativa de taxas e da ameaça ao crescimento. Um período prolongado de preços do WTI acima de US$ 90 por barril está mudando as expectativas e testando a esperança de que o conflito possa ser ignorado. Qualquer reversão no risco hoje parte de uma base alta, dadas as altas de maio, deixando pouco espaço para decepções.