O WTI subiu 2,5% na quinta-feira, aproximando-se de 90,45 dólares por barril, após três dias de recuo, em meio a um cenário geopolítico ainda volátil no Oriente Médio e a sinais de provável flexibilização diplomática.
Os preços do petróleo tinham recuado recentemente após relatos de que Washington e Teerã poderiam chegar a um acordo para encerrar o conflito e reabrir o Estreito de Hormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio global de energia. No entanto, a incerteza persiste, pois as operações de navegação na região continuam afetadas por um bloqueio duplo imposto pelos EUA e pelo Irã.
Ao mesmo tempo, o Irã parece buscar maior controle sobre essa passagem estratégica. A mídia estatal informou que quaisquer tarifas cobradas de navios que cruzem o Estreito seriam processadas por meio de bancos iranianos, destacando os esforços de Teerã para afirmar autoridade sobre esse ponto de estrangulamento energético.
No âmbito diplomático, os mercados passaram a monitorar a possibilidade de novas negociações entre os EUA e o Irã. O presidente dos EUA indicou que as conversas poderiam recomeçar ainda nesta semana, após encontros ocorridos em Islamabad no fim de semana que não avançaram.
Paralelamente, Trump anunciou um cessar-fogo de 10 dias entre Líbano e Israel, com início às 17h00 no horário da costa leste. Esse anúncio alimenta esperanças de uma redução de tensões na região, embora as tensões permaneçam elevadas e continuem a sustentar o prêmio de risco geopolítico embutido nos preços do petróleo.
Diante desse cenário, traders de energia permanecem atentos aos desdobramentos do bloqueio marítimo e a qualquer sinal de progresso diplomático, pois ambos podem influenciar significativamente o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado global de petróleo.
