Resumo rápido: Analistas indicam que não é o momento de esperar uma queda acentuada do dólar, pois as tensões no Oriente Médio mantêm as cotações de energia elevadas e a demanda por ativos de refúgio permanece firme.
Dólar sustentado por conflito e postura do Fed
Mercados globais estão reagindo a relatos de que um plano de paz de 15 pontos foi apresentado aos parceiros regionais. As especulações apontam para novas conversas sobre cessar-fogo em Islamabad ainda nesta semana. Embora não sejamos especialistas geopolíticos, é plausível imaginar que a energia elevada dará mais margem de manobra a uma negociação.
Assim, é provável que seja cedo demais para ver uma queda acentuada no preço da energia ou uma queda expressiva do dólar. Os Estados Unidos possuem alavancagem militar, porém a Iran demonstra força econômica. O fechamento do estreito de Hormuz, se mantido, tende a impactar a economia global, com racionamento de combustível já ocorrendo em alguns países.
A curva de juros do dinheiro do mercado americano já precificou a suspensão de cortes pelo Fed neste ano, sinalizando paciência entre os membros. A inflação de curto prazo não oferece visões consistentes de que o CPI está a caminho da meta de 2% do banco central, o que mantém o ciclo de cortes temporariamente suspenso. Não é fácil descartar a possibilidade de novas altas de juros enquanto o mercado de trabalho americano não enfraquecer significativamente.
A expectativa é de que o dólar permaneça firme dentro de uma faixa entre 99,00 e 100,00 nesta semana. Investidores continuam sobreponderados em ações, especialmente na Europa e em mercados emergentes, buscando uma resolução rápida para o conflito.