Panorama: O aumento dos custos de energia e o déficit da conta-corrente em expansão pressionam o INR, empurrando o USD/INR a patamares elevados. Mesmo diante desse cenário de stagflation, as perspectivas indicam que o RBI manterá as taxas estáveis em 2026, defendendo a moeda com intervenções cambiais ativas e medidas de liquidez.
Barreiras para nova alta de juros permanecem elevadas
O USD/INR ficou próximo de 94,00 na sessão de segunda, encerrando em torno de 93,95-93,98, marcando novo piso para a rupia à medida que os preços do petróleo sobem. A fraqueza da rupia reflete um ajuste cíclico em resposta às condições globais, principalmente mudanças na dinâmica do setor externo.
Como grande importadora de petróleo e de outras commodities energéticas, a Índia encara o desafio de um déficit externo maior e entradas de capital mais fracas, em meio a custos elevados e abastecimento atrasado. Quando os custos se ajustam, pressões inflacionárias iniciais tendem a surgir.
Mesmo com fluxos de portfólio voláteis antes do choque geopolítico recente, o aumento dos preços de energia pode ampliar o déficit em conta-corrente por meio de um maior custo de importação e remessas mais lentas, potencialmente levando a um segundo ano consecutivo de déficit na BOP em FY26.
A barreira para juros subir continua alta, diante deste choque stagflacionário e do risco externo. Prevemos que o RBI mantenha as taxas em pausa em 2026, ao mesmo tempo em que aborda pontos de tensão específicos.
A liquidez do sistema bancário recuou para um déficit moderado em meio a saídas de tributos antecipadas e intervenções cambiais expressivas. Em uma terceira rodada de ações neste mês, o RBI injetou INR 793 bilhões via leilão overnight VRR, frente ao teto de INR 1 trilhão, e anunciou planos para um leilão de três dias na terça-feira no valor de INR 1 trilhão; novas ações devem ocorrer se a defesa da rupia contra a fraqueza persistir.
