Em segundo trimestre, a dinâmica do dólar tem papel central ao orientar decisões de diversificação. O desempenho do índice Rest of World (ROW) tem mostrado uma forte correlação com o dólar, o que influencia como investidores alocam entre mercados desenvolvidos e emergentes.
Caminho do dólar: chave para a rotação global
Desde o chamado dia da liberação, o S&P 500 subiu cerca de 26%, enquanto as 20 maiores empresas do ROW registraram alta de aproximadamente 13%. A correlação entre o índice ROW e o dólar ficou evidente no último ano. O repique atual de risco e a retomada da venda do dólar chamam a atenção, com mercados fora dos EUA retirando o nível pré-conflito de uso da moeda, assim como o dólar.
A tendência de divergência entre o S&P 500 e o índice ROW é marcante, especialmente para investidores que buscam impulso de momento.
O papel do dólar na condução dos fluxos de investimento volta a depender de como as empresas globais lidam com o choque de oferta atual. Margens e lucros no segundo trimestre devem ser ainda mais decisivos do que no primeiro, tornando as outlooks dos CEOs relevantes para moderar expectativas.
Outro fator-chave para os investidores é a política de juros adotada pelo FED e por bancos centrais ao redor do mundo. As expectativas para o BCE, com duas altas adicionais de 25 pontos-base em 2026 já precificadas, versus o Fed, com probabilidade de corte de cerca de 40%, ajudaram a empurrar o EUR de aproximadamente 1,15 para 1,18 neste ciclo.
As dinâmicas do dólar em mercados emergentes também entraram num ciclo de feedback impulsionado por riscos de intervenção de bancos centrais. Mais intervenções podem manter as taxas de curto prazo globalmente mais restritas.