Dólar sob pressão: Semana repleta de dados macroeconômicos deve ditar o rumo do USD

Estrategistas da TD Securities, Oscar Munoz e Eli Nir, destacaram um calendário econômico robusto nos Estados Unidos que servirá de bússola para os traders de dólar (USD). Entre os principais indicadores estão o Produto Interno Bruto (PIB), o Índice de Preços de Gastos com Consumo Pessoal (PCE), o ISM de manufatura e a confiança do consumidor.

A expectativa é que o PIB do 1º trimestre apresente um rebote para 2,2% na variação trimestral anualizada, enquanto o núcleo do PCE deve mostrar arrefecimento. No entanto, choques temporários derivados de tarifas e da alta do petróleo ligada ao conflito com o Irã podem elevar o headline da inflação e impactar o consumo real.

Recuperação do crescimento e riscos de estagflação

“Os dados desta semana capturarão os efeitos iniciais do conflito no Irã. O núcleo do PCE de março deve desacelerar devido ao repasse limitado de tarifas, enquanto a inflação cheia refletirá o choque do petróleo. O gasto nominal será impulsionado pelos preços, embora o gasto real provavelmente tenha permanecido modesto”, afirmam os analistas.

A projeção para a inflação do núcleo do PCE é de moderação para 0,26% m/m (3,2% a/a). Já o índice cheio deve registrar força, em torno de 0,64% (3,5%), devido ao petróleo. O gasto pessoal deve vir elevado em 0,7% nominalmente, mas o gasto real deve ficar em apenas 0,1%.

Quanto ao PIB, a TD Securities espera um salto para 2,2% q/q AR, após a desaceleração para 0,5% no 4º trimestre. Esse movimento deve ser impulsionado pela retomada dos gastos governamentais pós-shutdown, compensando um consumo que provavelmente esfriou para 1%.

O ISM de manufatura deve subir para 53,5, apesar dos custos de insumos mais altos pesarem no sentimento, enquanto a confiança do consumidor tende a recuar diante da alta nos preços da gasolina. Outros dados relevantes incluem pedidos de bens duráveis, balança comercial e pesquisas regionais do Fed.