Elias Haddad, estrategista do Brown Brothers Harriman (BBH), observa que a alta nos preços do petróleo bruto e o avanço dos yields dos títulos globais estão oferecendo suporte ao dólar americano (USD), que se apresenta mais firme contra as principais divisas. No entanto, Haddad sustenta que o pior do choque energético provavelmente já ficou para trás e espera que os diferenciais de taxas de juros mantenham o Índice Dólar (DXY) confinado em seu intervalo estabelecido de 96,00–100,00.
Choque energético, yields e o range do DXY
“O choque na oferta de energia persiste enquanto o conflito entre EUA e Irã permanece instável. Os preços do petróleo Brent estão próximos de $104 por barril, o nível mais alto desde 7 de abril, mas ainda abaixo do topo triplo de março, em torno de $120 por barril. Os yields globais sofrem nova pressão de alta, à medida que o petróleo mais caro eleva as expectativas de taxas de juros dos bancos centrais. O USD está mais forte contra todas as principais moedas”, afirma Haddad.
O BBH mantém a visão de que o ápice do choque energético já passou por dois motivos principais:
- Os EUA estenderam o cessar-fogo indefinidamente.
- A abordagem americana de navegação no Estreito de Ormuz deve acelerar a reabertura dessa via crucial, dado que a dor econômica compartilhada aumenta os incentivos para uma saída diplomática viável.
“Dessa forma, os diferenciais de juros entre os EUA e outras economias importantes devem continuar mantendo o DXY ancorado dentro de seu range de quase um ano, entre 96,00 e 100,00”, conclui o analista.


