Em 2025, a administração dos EUA sinalizou uma postura firme no comércio internacional, e o foco começa a se voltar para os vizinhos na escalada de 2026.
Há quem acredite que a disputa tarifária tenha se estabilizado, mas o próximo ciclo deve colocar o USMCA em evidência. México e Canadá representam uma parte relevante das importações norte-americanas e, até o momento, permaneceram relativamente livres de tarifas. Na balança de exportações, Canadá e México respondem por uma fatia expressiva.
O representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, afirmou nesta quarta-feira que o governo mantém todas as opções em aberto para o futuro do acordo, negociado durante o primeiro mandato da administração anterior.
Um ponto crucial é que haverá uma revisão automática em 2026, e cada país poderá estender, renegociar ou retirar-se do tratado.
Há indícios de que os EUA possam buscar acordos bilaterais com Canadá e México, reconhecendo diferenças estruturais entre os dois países.
Um detalhe essencial: todos os três países precisam sinalizar suas intenções até 1º de julho; os EUA devem encaminhar um relatório ao Congresso 180 dias antes desse prazo — 2 de janeiro — para indicar suas direções.
Greer também destacou que uma meta central é tornar as regras de origem do USMCA mais rígidas, fortalecendo as regras que regem as cadeias de produção regionais.