Quem antecipou a venda da Warner Bros. no ano passado pode comemorar: a negociação mostrou-se mais estratégica do que uma simples operação de arbitragem, abrindo espaço para uma leitura ousada do mercado.
A valorização do negócio aparece limitada a US$ 27,75 por ação, valor que a Netflix ofereceu como parte de um acordo de ações de US$ 72 bilhões, somado de dívida, uma aposta marcante em um setor ainda desafiador, com a Netflix buscando consolidar sua presença no audiovisual tradicional.
A possibilidade de aumento do peso da Warner Bros. no mercado é justamente o ponto de atenção, já que o ex-presidente Donald Trump entrou no debate com perguntas sobre concorrência. “Estarei envolvido nessa decisão,” disse Trump no fim de semana. “Eles já dominam uma fatia considerável do mercado, e com a Warner Bros. essa fatia tende a crescer ainda mais.”
Vale lembrar que Reid Hastings, cofundador da Netflix, sempre foi crítico de certas diretrizes regulatórias. Embora tenha ficado quieto após a eleição, o tom da discussão pública não sumiu. Não parece haver pressa para confirmar uma fusão com prazo indefinido, especialmente diante das potenciais implicações regulatórias.