Schmid afirma que o balanço do Fed deve encerrar o ano perto de US$ 6 trilhões

Visão geral sobre o tamanho do balanço do Fed

O presidente da Federal Reserve de Kansas City, Jeff Schmid, trouxe observações amplas sobre política monetária e sobre o tamanho do balanço do banco central.

Atualizações rápidas:

  • O balanço da instituição deve ficar próximo de US$ 6 trilhões até o fim deste ano.
  • As atuais hipotecas podem ter taxas 60 a 80 pontos-base mais baixas graças às compras de Mortgage-Backed Securities (MBS).

Contexto: por que a Fed compra MBS?

  • A Fed iniciou a compra de MBS de agências (garantidas pela Fannie Mae, Freddie Mac e Ginnie Mae) durante a crise de 2008 e ampliou as aquisições durante a pandemia de COVID-19.
  • Metas: manter liquidez no mercado imobiliário quando a demanda privada recuou; reduzir custos de empréstimos de longo prazo (incluindo hipotecas) para estimular compra de casas e refinanciamento; sinalizar uma política monetária acomodatícia além de cortes de juros.

Como as compras de MBS reduzem as taxas de hipotecas?

  • O Fed adquire grandes volumes de MBS, elevando a demanda por esses títulos.
  • Essa demanda maior impulsiona os preços das MBS, reduzindo seus rendimentos.
  • Como as taxas de hipotecas acompanham os rendimentos de MBS, rendimentos menores significam empréstimos mais baratos para os tomadores.

Sem a atuação do Fed, investidores exigiriam rendimentos mais altos para compensar riscos de pré-pagamento e crédito, o que pressionaria as taxas de hipoteca para cima.

Estudos do Fed e de outras instituições costumam mostrar que as participações do banco central ajudam a reduzir os spreads de hipotecas em cerca de 60 a 80 pontos base.

Observação: este resumo destaca as consequências potenciais dessas compras para o crédito imobiliário e para o custo das hipotecas.