Fed está no radar após declarações de uma de suas conselheiras. Em um movimento que sinaliza inclinação para cortes de juros, a integrante do Conselho de Governadores, Michelle Bowman, destacou que revisões recentes do payroll indicam que o banco central pode estar ainda mais atrasado em relação às expectativas de redução das taxas.
A inflação permanece acima da meta de 2%, mas Bowman apontou que o crescimento populacional mais lento e o envelhecimento da população atuam como fatores estruturais que reduzem a taxa neutra. Isso sugere que o Fed pode permanecer fora do patamar neutro por mais tempo.
Ela ressaltou também a importância de o Fed agir sem interferência política, mantendo uma abordagem independente e cautelosa.
Principais pontos
- Discussão sobre vendas de títulos hipotecários (MBS) e a ideia de reduzir o portfólio com cautela, buscando manter reservas em patamar crível.
- A taxa neutra hoje aparece mais alta do que antes da pandemia, com uma visão menos rígida de depender apenas dos dados mais recentes.
- Defende menor tamanho de balanço e gestão ativa para sinalizar choques de mercado de forma mais ágil.
- Preocupações com o crescimento demográfico e riscos de mercado que podem influenciar futuras decisões de política monetária.
- É necessário um equilíbrio entre a estrutura do balanço e a flexibilidade para responder a choques futuros.
Ao discutir reformas na política de alívio regulatório, Bowman enfatizou que a neutralidade depende de uma visão de longo prazo e que a política de juros deve evoluir com cautela, mantendo o Fed dentro do intervalo de controle da inflação enquanto observa o panorama de emprego e crédito.